MISSA NEGRA, ATENTADOS: A REJEIÇÃO A DEUS EM NOSSA SOCIEDADE E SUAS CONSEQUÊNCIAS

fora DeusTenho dito que é preciso entender sob o olhar da fé os ataques terroristas perpetrados na França e também em outros países. Leituras sociológicas e históricas podem ajudar, mas não são suficientes. Nós cristãos precisamos ter olhar espiritual, caso contrário ficaremos na superfície dos fatos, e nos enganamos. O que acontece na França, nos Estados Unidos e em outros países é uma confirmação de fatos bíblicos.

A verdade é que a França, ” filha mais velha da Igreja”, torna-se cada vez mais um país pagão. O paganismo é caracterizado não somente pelo desconhecimento de Deus – o Deus verdadeiro que se encarnou em Jesus Cristo para nos salvar – mas também pela rejeição do mesmo. O paganismo francês é o paganismo que remonta ao iluminismo da revolução francesa: luta-se pela rejeição de Deus por que  Ele seria um mal para o homem e a sociedade. Este Deus deve ser extirpado do nosso meio e, junto com Ele, a Igreja que traz a Sua palavra e a Sua vida divina a nós. Continue lendo

O ato sexual entre homens e o casal santo

ring         O dia 12 de julho de 2016 foi uma data marcante para a Nação brasileira. A TV Globo exibiu em uma novela a primeira relação sexual entre pessoas do mesmo sexo. Era obvio que teria que ser em uma novela, pois este é o meio usado por esta emissora para remodelar os valores do nosso povo e também porque a cena há muito é premeditada: há aproximadamente uma década cogitou-se um beijo gay, que aconteceu há poucos anos. Preparava-se o caminho para o ato sexual que, por sua vez, prepara o caminho para algo mais…

O algo mais é, nada mais nada menos, do que a total rejeição do modelo natural e judaico-cristão de família, que sempre modelou nossa Nação e todas as outras do mundo. Este é o modelo onde um homem e uma mulher se casam e formam uma família.  Este modelo está contemplado em nosso ordenamento jurídico que, em nossa Constituição, assim define a família: “para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento” (Art 226, §3).

Mas, na verdade, o que a nossa Constituição faz é tão somente assegurar que o Estado reconheça e proteja algo que lhe é anterior. O Estado não criou a família, pois foi ela, como célula base da sociedade que, de certa forma o criou. Esta família, natural, hierárquica, promotora de virtudes e valores, não é aceita por um certo grupo em nossas sociedades. A família está sob árduo ataque, principalmente por meio da mídia. E o Estado nada faz para defende-la, quando também não se une no ataque… O ataque também vem da ONU que tem feito toda pressão possível para impor sobre os países uma ditadura gay.

Precisamos entender que toda ação neste campo está relacionada e é proposital. O ato sexual livre leva à consequente defesa de um “casamento” homossexual, a promoção do mesmo por parte do Estado e daí por diante.

O dia 12 de julho traz algo contrastante com a cena antinatural aqui comentada. Neste dia, para os católicos, celebrou-se, pela primeira vez, a memória litúrgica dos pais de Santa Terezinha do Menino Jesus: Zélia e Luiz Martin, o primeiro casal canonizado juntos (há muitos outros casais declarados como santos na Igreja…). No dia em que a promiscuidade é mais uma vez alardeada como modelo para milhões de brasileiros, a Igreja apresenta-nos a simplicidade de um casal santo, reafirmando o modelo natural de família. Aliás, é o que a Igreja recorrentemente diz:

“…quanto aos projetos de equiparação ao matrimônio das uniões entre pessoas homossexuais, que não existe fundamento algum para assimilar ou estabelecer analogias, nem sequer remotas, entre as uniões homossexuais e o desígnio de Deus sobre o matrimônio e a família. É “inaceitável que as Igrejas locais sofram pressões nesta matéria e que os organismos internacionais condicionem a ajuda financeira aos países pobres à introdução de leis que instituam o “matrimônio” entre pessoas do mesmo sexo” (Papa Francismo, Exortação Amoris Letitia).

Estamos no centro de uma batalha sem precedentes contra a família, cujas consequências já se apresentam: drogadição, violência, alta taxa de suicídio entre jovens, etc. A promoção de relações homossexuais serve diretamente ao propósito de diminuir o valor da família. Queira Deus que saibamos boicotar essas novelas, como forma de dizer não à cultura de morte que avança sobre nós.

Pe. Silvio, MIC

O mundo da moda e a ideologia de gênero

genero2Nas últimas semanas algumas grandes empresas do mundo da moda lançaram campanhas simultâneas favorecendo a ideologia de gênero. As campanhas visam mostrar que não há roupas para homens ou mulheres, pois não haveria sexo definido, como afirma esta ideologia. O vestir-se seria uma consequência daquilo que se vive. Para entendermos o porquê desta oferta comercial inusitada, temos que acrescentar aqui um outro grupo. Estas campanhas dos chamados capitalistas se somam às tentativas da esquerda em impor nos diversos países tanto esta ideologia quanto o aborto e outros comportamentos contra a vida e a família.

Escrevi este artigo enquanto estava em um trem para Assis. Então convido o leitor a imaginar que estamos, como sociedade, todos dentro de um trem, para chegar em uma estação. O que acontece é que tem alguns grupos que querem definir em qual estação (no caso, estilo de vida) devemos chegar. Estas empresas estão fazendo isso. Continue lendo

Crônica de 5 dias inesquecíveis

FullSizeRender     Tive a graça de ter 5 dias de retiro naquela que, para mim, é a cidade mais bela do mundo: Assis (Itália). Roma é bela, Jerusalém também e tantas outras. Mas nenhuma delas tem a beleza de Assis. Assis é bela na sua tranquilidade. Bela pelas suas paisagens – uma cidade em cima de uma montanha, com toda a vista dos campos aráveis abaixo. Bela pelas suas casas antigas, de pedra, pelas suas ruas estreitas.

Acima de tudo, Assis é bela pela sua espiritualidade, presente nos principais lugares santos: a Basílica de São Francisco, onde está o corpo do santo, a Igreja de Santa Clara, onde está o corpo desta santa, o convento de São Damião, onde ele passou seus últimos dias e ela viveu e faleceu. Há ainda a Basílica de Nossa Senhora dos Anjos, nos campos da Cidade, dentro da qual está a Porciúncula, onde S. Francisco se retirava em oração e onde, ao lado, veio a falecer. Continue lendo

Entenda a polêmica em torno do Ministério da Cultura

cultureCom as mudanças políticas no Brasil, assistimos a uma especial polêmica em relação ao Ministério da Cultura (MinC). O novo governo federal fez o corte de 10 Ministérios, como forma de contenção de gastos. Entre os que perderam o status de Ministério está o MinC, que voltou a ser uma secretaria dentro do Ministério da Educação. Não tardou para o lobby de alguns artistas e intelectuais fazer uma enorme pressão para que Michel Temer voltasse atrás em sua decisão, o que infelizmente aconteceu!

É preciso entendermos o que realmente está no cerne desta luta pelo status deste Ministério. O vultuoso orçamento de aproximadamente 3 bilhões de reais que esta pasta detém já é um primeiro passo para o porquê de tanta briga. Seguindo o caminho do dinheiro descobrimos que alguns famosos artistas, todos eles milionários, têm recebido milhões de reais do MinC, para promover seus livros, filmes e shows, daí a reclamação pelo filão de ouro que se fechara.

Mas a nossa reflexão deve ir além da hemorragia de verba pública para alguns privilegiados. É preciso entendermos o conluio ideológico entre artistas e marxistas.

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Primeira Missa no Brasil e a Divina Misericórdia

primeira-missa26/04/1500 – Neste dia foi celebrada a PRIMEIRA MISSA NO BRASIL. Era um domingo. O fato em si é digno de lembrança e celebração. Mas há algo mais que se acrescenta. Aquele dia foi o primeiro domingo após a Páscoa. A tão importante Oitava da Páscoa na liturgia da Igreja. Entendida como o tempo da renovação, da recriação, um novo kairós de Deus para o seu povo. E tudo isso está relacionado com a Divina Misericórdia.

Na atual liturgia da Igreja a Oitava da Páscoa, ou seja, o domingo após a Páscoa, é o DOMINGO DA DIVINA MISERICÓRDIA. Uma celebração litúrgica muito requisitada por Jesus a Santa Faustina, como vemos em seu Diário em diversas passagens, entre elas esta:

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Batman vs Superman: queremos Deus?

superNo mundo dos quadrinhos, o confronto entre o Super-Homem e o Batman é um confronto de proporções épicas, superior a todos os demais. Ele traz em si muito simbolismo (ser humano vs alienígena, bandido vs mocinho, sombra vs luz). Mas, o tema de fundo deste filme, como veremos é o confronto ser humano vs deus e este é o motivo pelo qual, mesmo que você leitor não saiba nada sobre histórias em quadrinhos, pode se interessar por este texto. Há muitas ideias filosóficas e teológicas, tão presentes na sociedade, ou pelo menos em setores desta, aqui neste filme.

Antes de ir adiante, ajuda a entender o filme saber que ele é baseado na história dos dois super-heróis conforme apresentada nos distantes anos 90. Batman, na época, passou a encarnar uma nova personalidade: ele é agora, mais do que nunca, o cavaleiro das trevas, sombrio, másculo, vingativo. O Super-Homem, por sua vez, encontra a morte, enfrentando uma criatura grotesca. Tudo isso para que seja reabilitado com sua ressurreição (pois ele é a figura de Jesus, como veremos). O filme que analisamos junta estes dois personagens em seus distintos momentos.

Deus vs homem

O pano de fundo filosófico do filme não é a tradicional luta entre o bem e o mal. Aqui a luta é entre deus e homem. Continue lendo

Somente Rock’n roll

100675_Skull-Rock-n-RollO Brasil está vivendo uma febre de rock’n roll. Por algumas semanas está passando por aqui uma das mais badaladas bandas deste gênero de música, os Rolling Stones. A mídia tem dado enorme cobertura para os shows e, assim, acendido o frenesi pela banda. Milhares de pessoas foram aos shows no Rio e em SP. Mas, ao fim das contas, It’s Only Rock ‘n Roll (é somente rock’n roll), certo?

It’s only Rock’n roll é o nome de um dos álbuns desta banda. Seria o rock apenas um gênero inofensivo de música, que serve para a diversão momentânea, ajudando seus ouvintes a suavizar as lutas do dia-a-dia? Infelizmente o rock está longe desta simplicidade e inocuidade.

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Guerra nas Estrelas e sua teologia subjacente

star wars                   Chegou ao Brasil mais um filme da séria Guerra nas Estrelas, que tem gerado uma grande ansiedade entre os seus fãs, perceptível nas postagens anteriores à estreia. Sei que há um público que se identifica muito com a série e, a princípio, não vejo mal nenhum nisto. Um amigo meu, americano, hoje sacerdote, quando seminarista nos colocou em uma sala escura, só para admirarmos a trilha sonora da série… para ele aquilo era o máximo; para mim e para os outros gerou a alegria de estar juntos em um momento de confraternização com um irmão de comunidade.

Porém, como nem tudo é simples passatempo na indústria da diversão,  é salutar um olhar crítico para a série. Limito-me aqui a uma breve observação sobre o último (e um dos poucos que me lembro) filmes que assisti da mesma:  Guerra nas Estrelas III – a vingança dos Sith. Continue lendo

Atentados na França: tentativa de compreensão cristã

O atentado na França, realizado há poucos dias, despertou uma série de perguntas, muitas ainda sem respostas. O texto que segue é uma tentativa de ajudar os cristãos a ter uma melhor compreensão do que está ocorrendo. Um dos principais questionamentos se refere à gênese ideológica dos atentados, ou seja, estaríamos diante de um embate entre religiões – mulçumanos versus cristãos – ou mesmo entre civilizações – oriente versus ocidente?

A situação toda é tão complexa que penso que não podemos reduzir a resposta a um “sim”, ou, “não”. Temos que considerar, ainda, que a resposta adequada a estas perguntas determina nosso posicionamento moral, a nível pessoal, e ações a serem tomadas na sequência, como sociedade.

Motivações

Os atentados na França são, antes de tudo, políticos. Devemos observar que diversos outros países, majoritariamente cristãos, mas com população mulçumana, como é o caso do Brasil, não sofrem atentados. Isto se deve ao fato do Brasil não estar envolto em uma guerra na Síria ou em algum outro país oriental e também porque o Brasil não esteve presente nos pactos e decisões que formaram a atual “colcha de retalhos” da geopolítica mundial, precipitada, principalmente, após a primeira guerra mundial. Nestas divisões, motivadas por interesses político/financeiros, populações foram arbitrariamente divididas ou misturadas, tanto no oriente como na África, gerando muita tensão. [1] Continue lendo