Aparições de Nossa Senhora em Akita, Japão

O texto que segue não é da minha autoria (Pe. Silvio, MIC), mas de um católico estudioso do tema.

akitaAs Aparições de Nossa Senhora na colina de Yusawadaï, nas proximidades da cidade de Akita, no Japão, em 1973, revestem-se de algumas características especiais, que invocam a própria história da vivência da fé em Jesus Cristo em terras japonesas, o martírio e a extraordinária perseverança dos cristãos japoneses. Parecem também apontar para alguma especial vocação e missão dos cristãos japoneses na “Economia da Salvação” em âmbito universal, na linha das Aparições de Fátima, e, pois, das “grandes aparições” marianas dos séculos XIX, XX e no atual XXI.

A principal personagem terrena dessas aparições é a Irmã Agnes Sasagawa, de origem budista e convertida a partir da intervenção de uma enfermeira japonesa cristã e das graças celestiais recebidas desde então. Porém há muitos outros personagens de relevo sem os quais como que não existiriam para nós as Aparições de Akita, dentre os quais devem ser ressaltados o Reverendíssimo Bispo Dom John Shojiro Ito, o Reverendo Padre Teiji Yassuda e a comunidade das Irmãs Servas da Eucaristia no mosteiro de Yusawadaï, todos expressamente referidos pela Santa Mãe de Deus ao longo das 3 Aparições, deixando claro o contexto em que deveria se desenvolver a Missão da Irmã Agnes Sasagawa e desses outros também principais personagens.

Ocorre-me se a própria Irmã Agnes não poderia ser, ela própria, uma espécie de “figura” da caminhada dos cristãos japoneses nas vicissitudes da fé, desde uma situação de inicial escuridão (como, de resto, toda a humanidade, em diversos e específicos graus, salvo os pouquíssimos eleitos originários, embora eles próprios em complexo processo de “amadurecimento” e descoberta) e correspondente “paralisia” da vida espiritual, até uma progressiva e crescente vitalidade e atuação de todos os “sentidos” e potencialidades corporais e espirituais, superando todos os múltiplos e graves obstáculos, em direção a uma plenitude pessoal e apostólica.

As “Aparições” de Akita, em suas peculiaridades, sobre as quais iremos discorrer posteriormente, ocorreram por 3 (três) vezes ao longo do ano de 1973, sendo a última e derradeira em 13 de outubro de 1973, mesmo dia e mês da última aparição em Fátima, Portugal. Uma “coincidência” a mais apontando para a correlação entre Akita e Fátima, tanto na sempre pedida conversão, penitência e oração, como no conteúdo escatológico.

A Santa Mãe de Deus, desde sempre, em Sua Missão co-redentora, outorgada pelo Deus Vivo e Eterno, atuou e atua no sentido de que os cristãos (e não cristãos) agissem conforme os ensinamentos de Seu Filho, o Verbo de Deus Vivo encarnado em Seu seio: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo, 2,5)

Nessa perspectiva, na “aceleração da história” que temos tido nos últimos séculos (e que vem se exponenciando nos dias atuais), a Santa Mãe de Deus tem incrementado Sua atuação no chamado à conversão e no alerta para o fato de que o descumprimento da Lei ou dos “mandamentos de Deus” não são isentos de consequências, mas, ao contrário, demandam a ação de Justiça e de Misericórdia de Deus.

Nas Aparições de Fátima, no Portugal “Republicano” e anti-cristão de 1917 (que de múltiplas formas tentou primeiro impedir e depois sufocar tais aparições), relembra com forte vigor essas realidades; muito resumidamente: o fim escatológico dos que se afastam de Deus (1ª parte do “segredo de Fátima”), as macro e micro consequências sociais e políticas desse afastamento, antecipando de maneira muito impressionante o panorama mundial do século XX a partir daquele 13 de junho de 1917 e a atuação da Mãe de Deus buscando superar essas situações dramáticas (2ª parte do segredo; os ápices de tais consequências e embates (3ª parte do segredo). Em Akita, em 1973, A Mãe de Deus convoca a Irmã Agnes e os demais principais personagens, acima mencionados, a unirem-se nessa grandiosa missão de chamamento da humanidade à conversão e à vida, de modo a evitar a morte, em seus amplos significados, indicando os caminhos a percorrer.

Paulo Leão

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