Sabia que vivemos sob uma Engenharia social?

engenhariaVivemos em uma gravíssima crise social, caracterizada pela erosão dos fundamentos sociais: instituições, valores, perspectivas Diante deste quadro, para muitos é apenas mais um momento “normal” da história humana, de mudança de paradigmas. Mas não é. A sociedade encontra-se da forma em que está não por acaso ou destino, mas por que ela tem sido propositadamente levada para isso, por meio de uma engenharia social.

Promotores e seus interesses

Dois poderosos grupos, os metacapitalistas (Cecil Rhodes, Ford, Rockfeller, McArthur, Gates, Soros) e os socialistas, estão engajados em mudar os valores sociais para favorecer seus interesses.

O interesse dos metacapitalistas é a manutenção do seu status quo de dominadores do mundo tendo uma massa consumidora à disposição. O objetivo dos socialistas é apressar a revolução profetizada por Marx, para se chegar à total mudança social.

O encontro destes dois grupos se deu a partir da década de 20 do século passado: a esquerda passou a rever sua estratégia (por meio dos pensadores karl Korch, Antoni Gramsci, Escola de Frankfurt). Por outro lado, as Fundações assumem o objetivo de controlar a população mundial, e não somente fazer beneficência, como era a proposta original.

Estratégia

Tanto metacapitalistas quanto socialistas sabem que, para atingir seus objetivos, eles precisam destruir a moral judaico-cristã que dá coesão à sociedade. Mas como fazê-lo?

– Desconstruindo a pessoa humana, por meio de ideologias implantadas via sistema de educação;

– enfraquecendo a pessoa por meio de uma sexualidade pervertida;

– colocando o indivíduo sob a tutela do Estado, tirando-o da família e da Igreja.

– desfigurando a família;

Agentes

A engenharia social é levada adiante por meio de cientistas sociais (filósofos, sociólogos, antropólogos) que têm sido treinados com a missão de mudar o mundo[1]. Para tanto, recebem bolsas das Fundações para desenvolver pesquisas que visem a mudança de paradigmas.

Base teórica

Escola de Frankfurt (teoria crítica)

A teoria crítica é um método de prática de transformação social que visa a tomada do poder não pela revolta armada, mas tomando a cultura. A ideia é criticar tudo o que existe de ordem estabelecida na cultura de uma sociedade, taxando de cultura burguesa, opressora e atrasada. E, a partir daí, promover a mudança da cultura.

Desconstrutivismo (Jacques Derrida)

Teoria que sustenta que nos textos há sempre outras verdades ocultas, que não aparecem devido às ideias dominantes. É preciso desconstruir os textos, ou seja, fazer uma releitura segundo outro sentido, sem aceitar nenhum dogmatismo (ex.: teoria queer aplicada à Sagrada Escritura)

Gramsci

Teórico socialista que elaborou a estratégia de hegemonia social que hoje está plenamente ativa no Brasil, por meio da academia.

Estratégia de ação

Não necessariamente o dinheiro manda no mundo. Embora tenha força, ele “só manda quando não há outro princípio [raça, religião, ideias] que mande”[2].  Ou seja, os bilionários, para mandarem, precisam realizar a engenharia social, destruindo valores.

Quanto mais uma sociedade for cética, niilista e anárquica, mais favorece a revolução (foi o que aconteceu na Rússia, em 1917, pois assim eram as ideias de grande parte da “inteligência” daquele país).

A estratégia de destruição de valores passa concretamente pela implementação do politicamente correto, do homossexualismo, do aborto e da ideologia de gênero.

Há também o uso da democracia para seus fins. A massa é manipulada e acredita que dela emana o poder (teoria do consentimento gramsciniana). Dentro desta manipulação está a estratégia de derrubar verdades sólidas, que são questionadas. Ex.:  falar de plebiscito para o aborto é questionar algo fundamental: a sacralidade da vida. Há verdades, como disse Bento XVI, que são inegociáveis; abrir a negociação é abrir-se à possibilidade de mudanças, uma primeira etapa da engenharia social.

Em um tempo de relativismo, onde não se aceita a verdade, a linguagem é outro meio muito usado para a engenharia social (ex.: o então governo petista do RS lança o Manual para uso não sexista da Linguagem).

Comprovação

O que é dito sobre a Engenharia social não é uma teoria da conspiração. É algo concretamente verificável pelo modo de atuação idêntico e simultâneo no mundo. Além disto, há alguns documentos que comprovam esta atuação:

– Relatório Kissinger (veja aqui)

– Relatório Reece

– Relatórios da diversas Fundações

Vozes de alerta:

“Acho que é preciso ter em mente que a teoria da engenharia social está estreitamente relacionada com a noção de elite, que encontramos dominante no marxismo, a noção de que umas poucas pessoas são aquelas que possuem a tradição e que têm a habilidade, e que essas pessoas podem manobrar o povo como um todo na direção de um caminho melhor de vida, não importando se ele gosta e quer isso ou não. É dever delas conduzi-lo à força, por assim dizer, nessa direção. Tudo isso está amarrado à convicção dos marxistas de que eles parecem ter – mais do que realmente têm – uma ciência social perfeita. Este é mais um dogma do marxismo – que eles têm uma ciência social que é perfeita; ele não só explica toda a história passada, mas ainda conduzirá para a completa vitória do estado socialista numa base mundial. Quando refletimos sobre até que ponto essas ideias se tornaram aceitas na comunidade intelectual americana, acho que devemos ficar um pouco alarmados e um pouco hesitantes sobre a direção para a qual caminhamos.” (Professor Rowe, em seu depoimento à Comissão Reece)

“Este [conceito, engenharia social] se origina, é claro, da ênfase exagerada sobre a constante necessidade de reforma [progressismo]. A hipótese é que tudo precisa de reforma, que se você não estiver se reformando, não estará progredindo. Acho que isso se deve, em grande parte, à falha das fundações – a falha de muitos dos acadêmicos que elas escolheram – em entender completamente o que são os princípios da Constituição americana, o que são os princípios da tradição americana.” (Professor Colegrove, em seu depoimento à Comissão Reece)

“Existem colonizações ideológicas que procuram destruir a família. Não nascem do sonho, da oração, do encontro com Deus, da missão que Deus nos dá. Provêm de fora; por isso, digo que são colonizações.” (Papa Francisco, discurso nas Filipinas)

“(…) estamos perante uma realidade mais vasta que se pode considerar como verdadeira e própria estrutura de pecado, caracterizada pela imposição de uma cultura anti-solidária, que em muitos casos se configura como verdadeira “cultura de morte”. (…) nos encontramos perante um combate gigantesco e dramático entre o mal e o bem, a morte e a vida, a “cultura da morte” e a “cultura da vida”. Encontramo-nos não só “diante”, mas necessariamente “no meio” de tal conflito: todos estamos implicados e tomamos parte nele, com a responsabilidade iniludível de decidir incondicionalmente a favor da vida.” (João Paulo II, EV, nn. 12 e 28)

 

Pe. Silvio R. Roberto, MIC

 

 

 

[1] O professor A. H. Hobbs, da Universidade da Pensilvânia em seu livro “A Reivindicações da Sociologia: uma Crítica dos Livros Didáticos”, encontrou 70 comentários voltados à mudança social, em 83 estudados.

[2] Rebelião das Massas, p. 326

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