A ideologia de gênero: Grande desafio à Igreja

genderPor que classificar a questão de gênero como uma ideologia? 

Vamos usar o veneno contra a próprio serpente: ideologia, na tradição marxista, é entendida como falsas ideias que a classe dominante (a burguesia) implanta na sociedade, mantendo as pessoas alienadas; ideias estas que não corresponderiam com a realidade. 

No que toca à ideologia de gênero, Marx estava certo quando dizia que a ideologia é uma inversão entre as ideias e o real, ou seja, na ideologia de gênero a ideia que alguns criaram – e querem impor sobre toda a sociedade – não reflete a realidade. 

O cerne desta ideologia é afrimação que as pessoas se constroem sexualmente, são versáteis, fluídas, podendo mudar de orientação sexual a qualquer momento.  

“não se nasce mulher, torna-se” (Simone de Beauvoir)  

“… a riqueza da investigação, reflexão e debate em torno do gênero conduz inelutavelmente a dessencializar a ideia de mulher e homem (…) não existe o homem natural ou a mulher natural, não existem conjunto de características ou de condutas exclusivas de um sexo nem sequer na vida psíquica.”2 

“O gênero é uma construção cultural; por conseguinte não é nem o resultado causal do sexo, nem tão aparentemente fixo como ele (…) Quando se teoriza que o gênero é uma construção radicalmente independente do sexo, o gênero mesmo vem a ser um artifício livre de ataduras; como consequência, homem e masculino poderiam significar tanto um corpo feminino como um masculino; mulher e feminino, tanto um corpo masculino como feminino”. (Judith Butler,”O gênero em disputa”) 

Segundo Jorge Scala, é “… provavelmente a ideologia mais radical da história já que, se for imposta, destruirá o ser humano em seu núcleo mais íntimo e simultaneamente acabaria com a sociedade”3 

Principais ideias: 

– para esta ideologia, não existe homem e mulher enquanto sexo definido.  

– há dezenas de gêneros, pelos quais o indivíduo pode passar fluidamente. Ele pode estar em “estado de mulher” e depois em “estado de homem”, “estado de bissexual”, etc… 

– baseia-se em uma nova antropologia, que não aceita uma natureza humana. O ser humano seria apenas uma construção social e precisa se dar conta que ele é o sujeito do seu autoconstruir, inclusive no seu ser4. Chegamos aqui ao ápice do “sereis como deuses” (Gn 3,5). 

– o ser humano se define a partir dos seus sentimentos individualistas e não segundo a realidade natural; 

Bases teóricas 

É preciso entender as teorias filosóficas que embasam esta ideologia, que são outras ideologias: humanismo, relativismo, Sentimentalismo e materialismo, Escola de Frankfurt, Michel Foucault, teoria queer (em inglês, estranho, fora do padrão) 

A partir destas premissas, as grandes propagadoras desta ideologia são as feministas radicais (marxistas)  

Sua base teórica advém da teoria marxista, segundo a qual vivemos sob uma ideologia, que mantém as pessoas alienadas. Para promover a revolução, é preciso desconstruir o que está aí, por meio de uma teoria crítica. Deve-se negar os valores da sociedade ocidental (burguesa), a começar pela família. Isso por que a família é a primeira forma de opressão, de modo especial sobre a mulher, segundo Marx e Engels5. 

O feminismo adaptou para si o marxismo: já que a família é a primeira entidade opressora dentro da sociedade, sendo a mulher a “classe proletária”, que precisa ser emancipada. Mas há ainda uma outra opressão, a da natureza, que impõe um fardo sobre a mulher (gerar). Então é preciso que toda diferença sexual seja negada, para se chegar ao igualitarismo. 

“Portanto, assim como para garantir a eliminação das classes econômicas exige-se a revolta da classe inferior (o proletariado) e a tomada dos meios de produção, assim também, para garantir a eliminação das classes sexuais, exige-se a revolta da classe inferior (as mulheres) e a tomada do controle da reprodução. (…) E assim como o objetivo final da revolução socialista não era apenas a eliminação do privilégio da classe econômica, mas a própria distinção da classe econômica, assim também o objetivo final da revolução feminina deve ser, diversamente do objetivo do primeiro movimento feminista, não apenas a eliminação do privilégio masculino, mas da própria distinção sexual”.6 

Importante: nem todas as feministas e mesmo pessoas com tendência homossexual concordam com a ideologia de gênero. Uma destacada jornalista feminista americana escreveu recentemente sobre as “mentiras que a revolução sexual vendeu às mulheres”. Tais mentiras incluem o “gênero como construção social; que a natureza não importa e que não há diferença entre homem e mulher”.7 

Questões em aberto 

Como exemplo máximo de uma ideologia que é, ou seja, a falsificação da realidade, a questão do gênero deixa em aberto uma série de dúvidas. Na verdade, uma falta total de lógica nos argumentos: 

Como pode existir uma “identidade de gênero” se o gênero é uma construção social? 

Como pode existir uma “identidade de gênero se as pessoas são fluídas, podendo trocar de gênero? 

Se o sexo é designado ao nascer, por que as pessoas se desenvolvem segundo esta “designação arbitrária”? 

Se a identidade vem pelo sentimento de ser aquele gênero, como o sentir-se homem torna alguém homem? 

Se cada um pode escolher o seu gênero, por que temos que aceitar que isso é real?  

Engenharia social  

Todas estas ideologias e a própria ideologia de gênero, se encaixam em uma rede chamada engenharia social. Poderosos grupos metacapitalistas, unidos aos socialistas, estão engajados em mudar os valores sociais, para favorecer seus interesses e a revolução. Veja mais sobre isso em outro texto específico neste blog. 

Estratégia de difusão 

Esta ideologia está sendo disseminada entre nós pelos seguintes meios:  

Pela Linguagem 

O termo “gênero”, que sempre foi usado no âmbito da gramática, para definir as palavras (masculino, feminino, neutro) e da biologia (taxonomia; ex.: homo (gênero) sapiens), passa a ser usado, inicialmente, como sinônimo de “sexo” e, depois, no lugar de sexo; 

Por meio da ONU e Tratados Internacionais, que estão sendo impostos nos países 

Pela (des)educação de Crianças e adolescentes, que são o público alvo 

A implantação da ideologia de gênero passa pela educação: uma estratégia para retirar dos pais o direito e dever sobre a educação dos seus filhos e passá-la ao Estado. 

“Nas crianças deve-se inculcar a convicção de que diante delas abrem-se muitos caminhos, que nada se estabelece de cima como correto”.8 

Consequências 

– destruição psíquica e moral das pessoas9; 

– a ideologia de gênero visa destruir a família tradicional (natural), começando por equiparar todas as formas de convivência humana a uma família, algo que não condiz com nossa Constituição: 

– tudo isso não pode ser outra coisa senão um plano diabólico: Satanás sabe que Deus fez tudo com ordem e que, se a humanidade insiste em derrubar as pilastras do edifício tudo cai: caindo a família, cai a Sociedade e a Igreja. 

Ações que já em andamento: 

  • -uso comum dos banheiros nas escolas (D.O.U.12/03/15): que apresenta um perigo real de estupros. 
  • perseguição social:  psicólogos não podendo atender pessoas com tendência homossexual; professores obrigados a seguirem a cartilha ideológica, etc) 
  • não se aceita a objeção de consciência; 

Próximas Ações: 

– perseguição aos médicos, obrigados a fazer cirurgia de mudança de sexo;  

Promoção do incesto:  

“O tabu do incesto hoje é necessário somente para preservar a família; então, se nós nos desfizermos da família, iremos de fato desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas”  

“A total integração das mulheres e das crianças em todos os níveis da sociedade. Todas aquelas instituições que segregam os sexos ou separam as crianças da sociedade adulta, por exemplo, a escola elementar, devem ser destruídas. Abaixo a escola! (…) E, se as distinções culturais entre homens e mulheres e entre adultos e crianças forem destruídas, nós não precisaremos mais da repressão sexual que mantém estas classes diferenciadas, sendo pela primeira vez possível a liberdade sexual “natural”. Assim, chegaremos, à liberdade sexual para que todas as mulheres e crianças possam usar a sua sexualidade como quiserem. Não haverá mais nenhuma razão para não ser assim. (…) Em nossa nova sociedade a humanidade poderá finalmente voltar à sua sexualidade natural “polimorfamente diversa”. Serão permitidas e satisfeitas todas as formas de sexualidade. A mente plenamente sexuada tornar-se-ia universal”. (Shulamith Firestone) 

 (o incesto já é recomendado na Alemanha, por um Conselho de Ética!) 

Promoção da pedofilia: 

– exposição do queermuseu em Porto Alegre e outra em SP, ambas em 2017: pedofilia embrionária 

“Eu não acredito que toda conduta sexual entre estudantes menores e professores deve necessariamente ser classificada como estupro. Eu acredito que, salvo em circunstâncias realmente estritas, o sexo consensual entre professores e alunos não deveria ser criminalizado.”10  

Por que a Igreja se opõe à Ideologia de gênero? 

– porque o ser humano é o foco da Igreja, pois foi por ele que Jesus deu sua vida. E a ideologia de gênero vem para destruir o ser humano (ex.: caso do experimento do Dr. Money); 

–  porque a Igreja entende que a pessoa foi feita por Deus como homem ou mulher e negar isso é uma revolta contra o Criador; 

– porque a Igreja entende que temos uma natureza humana, que nos torna diferentes das demais criaturas; pela razão, não estamos sujeitos a mudanças culturais que alterariam a nossa essência; 

– porque a Igreja entende que a educação é um campo para formar pessoas, e não para deformá-las; 

– porque a Igreja sabe que esta ideologia não é científica e está fazendo experiência com toda uma geração de pessoas; 

O que queremos: 

– não queremos a discriminação injusta das pessoas, mas não aceitamos a imposição de uma forma de pensar e agir, de uma parcela da população, sobre toda a população; 

– ainda sobre este ponto, questionamos porque uma ideologia que não aceita as normas morais, quer impor suas normas como padrão de comportamento a todos os demais; 

– não aceitamos ser as novas vítimas do CAVALO DE TRÓIA; 

– não aceitamos que a CAIXA DE PANDORA se abra sobre nós; 

– queremos o respeito à Constituição: – Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade. 

– Art 26 da Declaração dos Direitos Humanos: “Aos pais pertence a prioridade de direito de escolher o gênero [tipo] de educação a dar aos seus filhos 

– queremos o respeito ao PNE (Plano Nacional de Educação), que foi Aprovado SEM IDEOLOGIA DE GÊNERO; 

– Não aceitamos a imposição de temas ideológicos sobre nós, vindos da esfera federal do Ministério da Educação; 

O que podemos fazer 

Uma vez que os ideólogos do gênero não irão descansar enquanto não verem sua doutrina de morte reinando, precisamos urgentemente combate-los, o que pode ser feito das seguintes formas: 

– Estudar 

– Ensinar as crianças, na família e na catequese, sem meias palavras, a verdade quanto à nossa sexualidade: fomos criados homem ou mulher; 

– ensinar às crianças, sem meias palavras, na família e na catequese, o que é um casamento (homem e mulher), sendo este a base da família; 

– não aceitar leis injustas, exigindo nossos direitos; 

– agir politicamente, escolhendo representantes contrários a esta ideologia; 

“Fazemos votos para que todas as forças vivas da nação se unam em defesa da vida e da família e, consequentemente, da sociedade em geral a fim de que possamos, diante de Deus, deixar ao nosso povo em geral, especialmente às nossas crianças, adolescentes e jovens, a certeza de que não fomos omissos e lutamos, dentro da lei e da ordem, para que uma ideologia que pretende ser “revolucionária” como a de gênero não os prejudicasse. Nem hoje, nem amanhã..” (Dom Orani Tempesta) 

Conclusão 

Estamos diante de um momento sem precedentes, na história humana. A cultura cristã, desde sua existência, sempre foi atacada, mas nunca de forma tão orquestrada, o que caracteriza a engenharia social. A ideologia de gênero está no centro deste ataque, pois em si traz o germe da destruição da juventude e, em consequência, da família. 

Tais ataques são muito bem elaborados, tanto quanto inconsequentes. Estão fazendo experiência com as vidas das pessoas, com base em suas ideologias de morte. Infelizmente, sabemos que “ideias tem consequências e más ideias têm vítimas”… 

Diante de nós esta a necessidade de decisão sobre qual sociedade queremos: com valores cristãos ou os “valores” pagãos. Tomar consciência da guerra que está sendo travada é uma parte da luta, que exigirá uma nova atitude e ações por parte dos cristãos.  

 

 

Sugestão de leituras para aprofundamento 

A agenda de gênero – redefinindo a igualdade. Dale O’Leary 

Apelo médico-científico acerca da base nacional comum curricular. 2017 

As raízes intelectuais da ideologia de Gênero. Rodrigo R. Pedroso 

Gênero: Ferramenta de desconstrução da identidade. Katechesis 

Ideologia de Gênero – o neototalitarismo e a morte da família. Ed. Katechesis, 2011 

Ideologia de gênero: estudo do American College of Pediatricians. Michelle Cretella, MD. Publicado na Gazeta do Povo em 17/11/17 

O Gênero: uma norma política e cultural mundial. Marguerite A. Peeters. Paulus, 2015 

Perspectiva histórica das questões de gênero. Pe. Dr. José Eduardo de Oliveira e Silva 

When Harry Became Sally: Responding to the Transgender Moment. Ryan T. Anderson 

www.acordaterradesantacruz.com.br (neste blog há materiais que comprovam a engenharia social que vemos na sociedade). 

 

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