Carnaval e o deus Saturno

NOSSO CARNAVAL E O DEUS SATURNO

saturn_1_mdEntre os vários deuses dos romanos, um dos mais destacados era o deus Saturno, tanto que ainda permancem colunas de seu enorme templo em Roma. Saturno era reverenciado como o deus da agricultura, que teria ensinado as pessoas a plantarem e colherem e que reinara em uma época de ouro. Seu templo foi dedicado no século V antes de Cristo e ali ele era adorado. Ele era reverenciado também na Àfrica, inclusive com sacrifícios humanos.

Saturno também foi associado pelos romanos ao deus Cronus, dos gregos, como o senhor do tempo.
O deus saturno era tão famoso que vemos seu legado até hoje. Um dos planetas do nosso sistema solar recebe seu nome e, na língua inglesa, ele também nomina um dos dias do nosso calendário semanal: sábado (Saturday , dia de saturno), Mas há possivelmente um outro legado de saturno, especialmente para nós brasileiros…
Como na cabeça dos pagãos a produção de frutos pela terra estava ligada à fecundidade, os deuses e deusas da agricultura geralmente tinham a celebração do seu culto ligado a relações sexuais, geralmente com “prostitutas sagradas” nos templos. No caso de Saturno, não sabemos se era assim, mas sabemos que, como parte de suas comemorações, os romanos celebravam, por vários dias, as chamadas saturnálias.
As saturnálias aconteciam em meados de dezembro e permitiam que as pessoas deixassem de lado as regras sociais e vivessem, por alguns dias, uma outra vida: os nobres comiam com os plebeus, que se vestiam à semelhança dos nobres. Havia a coroação de uma espécie de rei que dava licença para que os costumes morais fossem deixados de lado, inclusive a possibilidade de orgias.
Como se vê, embora a época do ano tenha mudado (dezembro para fevereiro), a forma de celebrar o carnaval é muito similar às festas saturnálias e, por isso, muitos apontam-nas como a origem do carnaval.

Escutemos agora a Palavra de Deus, que nos diz:
“As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas aos demônios e não a Deus. Não quero que entreis em comunhão com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios, não podeis tomar parte na mesa do Senhor e na mesa dos demônios. Ou queremos provocar os ciúmes do Senhor?” (I Cor 10, 20-22)

E que nos diz ainda:
“Eu vos exorto, irmãos, pelas misericórdias de Deus, a oferecerdes vossos corpos em sacrifício vivo, santo, agradável a Deus: este é o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com este mundo.” (Rom 12, 1s)

Olhando para a história, para os dias atuais e para a Palavra de Deus, não tem como não ver que, infelizmente, muitos cristãos estão, geralmente sem saber, festejando tal qual os pagãos e, assim, de certo modo “sacrificando a demônios”, pois como dizem os Padres da Igreja, demônios agem por meio dos ídolos (cf. Atenágoras de Atenas).

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