VACINA CONTRA O HPV: Realmente necessária?

vacineAs consequências danosas da revolução sexual, que espalhou-se pelo mundo a partir dos anos 60, têm deixado marcas na sociedade e na vida das pessoas. Colhemos hoje um preço muito alto pela recusa de viver os valores evangélicos. Além da grave consequência espiritual, pois a libertinagem afasta a alma de Deus, e as consequências sociais (famílias destruídas), os efeitos na saúde das pessoas é patente. Uma vez que a relação sexual passou a ser vista como um simples jogo de prazer, dissociada da responsabilidade efetiva pelo outro, que se caracteriza pelo compromisso na formação de uma família, a difusão das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) teve um aumento exponencial. Nada a se estranhar, uma vez que uma pessoa possa ter variados parceiros ao longo de sua vida. A tentativa de responder a este efeito contraditório de uma revolução que propaga a liberdade e a felicidade tem sido os meios artificiais de evitar, eliminar ou pelo menos atenuar os efeitos das DSTs. Camisinhas, pílulas, vacinas são os meios propostos para que se continue a viver relações sexuais desligadas do vínculo matrimonial e de ter filhos.

            A indústria farmacêutica agradece pelos bilhões que ganha, mas o problema não se resolve! O HPV é uma destas doenças. Trata-se de uma doença causada por mais de 100 diferentes tipos de vírus e que é transmitida por meio de relações sexuais, podendo ter efeitos que variam desde “simples” verrugas nas mucosas até mesmo ao possível desenvolvimento de câncer (de colo de útero, de pênis, de ânus). Em geral, as mulheres apresentam-se mais vulneráveis à infecção pelo HPV por apresentarem variações tanto do ciclo hormonal quanto da imunidade ao longo do mês, diferentemente dos homens. Na maior parte dos casos não há sintomas e, quando há, nem sempre estes aparecem no momento que se contraiu o vírus, que pode ficar incubado e manifestar-se muitos anos depois.

Diante de um quadro que afeta milhões de pessoas, o governo tem proposto a vacinação de meninas pré-adolescentes, como forma profilática contra a doença. Ainda que a vacina, à primeira vista, possa parecer benéfica, neste espaço cristão temos que levantar questionamentos mais profundos sobre o problema. O primeiro questionamento é de nível biológico mesmo. A vacina não é imune de riscos, tanto que o governo de alguns países, entre eles o Japão, proibiu seu uso, pelos sérios efeitos colaterais apresentados em algumas meninas. Diversos cientistas têm questionado esta vacina.

Mas precisamos ainda levantar outro questionamento, de aspecto moral. A vacinação de meninas nesta tenra idade, com a promessa de que elas estarão imunes da doença sexualmente transmissível, é uma forma de dizer: “podem fazer sexo, pois vocês estão seguras”. Na cabeça de muitos pré-adolescentes é assim que a vacinação vai soar como mensagem. Daí voltamos ao início deste artigo: propagamos a liberação sexual, que, por fim, levará a novos problemas, novas doenças e novos meios artificiais de contê-las, para a alegria da indústria farmacêutica, que continuará ganhando muito dinheiro.

Não seria mais producente os pais aproveitarem o momento para sentarem com seus filhos (os meninos também) e mostrar mais este efeito deletério da relação sexual fora do matrimônio? Daí poderiam dizer a seus filhos que tenham a coragem de viver diferente neste mundo, em pureza e a castidade, como Nosso Senhor nos orientou. Temos que ter coragem de propor aos jovens um caminho novo, com o desafio da verdade. Os jovens, quando bem orientados, têm muito mais força de enfrentar desafios do que supomos, como nos diz a Palavra de Deus: “Jovens, eu vos escrevi porque sois fortes e as palavra de Deus permanece em vós, e vencestes o Maligno.” (I Jo 2,14).

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