100 anos de Comunismo. E de Fátima…

CR38-pg10_1            O ano 1917 foi marcante para toda a humanidade. Em maio daquele ano ninguém menos do que a própria Mãe de Deus adentrava-se na história humana, nas aparições de Fátima, que aconteceram de maio a outubro, uma vez por mês. Também naquele ano, em novembro, aconteceu a tomada de poder na Rússia pelo Comunismo. Estes fatos não são isolados. Antes, inserem-se na história humana que, de lá para cá, claramente apresenta-se cada vez mais dramática.

Fátima, uma ajuda do céu aos duros tempos que viriam

       Em 5 de maio de 1917 o Papa Bento XV, angustiado pela guerra mundial e pela revolta civil na Rússia, decidiu convocar uma campanha mundial de oração ao Coração de Jesus, por intercessão de Maria, pedindo a paz. O Papa também ordenou que se juntasse à Ladainha de Nossa Senhora a invocação: “Rainha da Paz, rogai por nós!”. E o brado do Sucessor de Pedro foi atendido pela Mãe da Igreja. Em 13 de maio daquele ano se deu a primeira aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos.

E já na aparição de 13 de julho, Nossa Senhora profetizara o que iria acontecer com a Rússia e suas consequências para o mundo:

“Deus vai punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedi-la, virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas; por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.”

Foi dada às crianças a visão de muitos mortos, destruição e um homem de branco que era mortalmente ferido. Para a Irmã Lúcia, a visão faz referência, sobretudo, à luta do comunismo ateu contra a Igreja e os cristãos, inclusive o Papa (o homem de branco).

O que é o comunismo?

É um regime político, ditatorial, que pensa a sociedade como uma grande massa de indivíduos, sob o comando cego do partido. Os comunistas têm sua ideologia baseada em Karl Marx e lutam por uma revolução que destrua o modelo econômico e social que temos. A primeira sociedade a experimentar o comunismo foi a russa, o que se deu com a tomada de poder por Lenin, que aproveitou-se da situação de confusão, guerra e pobreza que o país estava mergulhado.

Após a revolução de 1917, a Rússia, um país atrasado industrialmente, investiu tudo em se tornar uma potência industrial. Stalin, que assumiu o poder após Lenin, confiscou os bens dos produtores rurais e os coletivizou, sendo que a produção ia quase toda para o Estado. Com isso, 12 milhões de russos podem ter morrido de fome nos primeiros anos da década de 30. Em quinze anos foram destruídas 681 paróquias e 980 igrejas; mais de 1,6 milhões de fiéis foram presos, deportados ou assassinados. Só nos primeiros meses da revolução russa, 10 mil padres foram trucidados.

Consequências para o mundo

A advertência de Nossa Senhora sobre este regime maldito não era “só” pelos milhões de mortos na Rússia. Nossa Senhora sabia que a desgraça se estenderia por todo o mundo. Calcula-se hoje que o comunismo produziu em torno de 100 milhões de mortos nos países onde vingou (Rússia, China, Vietnam, Cuba, Coreia do Norte e alguns outros).

Mas a advertência da Mãe vai além. O comunismo não somente gera morte física, mas morte moral e, consequentemente, morte eterna (perda da alma). Isso por que o comunismo não se detém somente sobre a economia, mas avança sobre toda a vida humana, escravizando-a para si nas pobres Nações que o adotaram. Sendo sem dúvida um regime demoníaco, o comunismo odeia de modo especial Deus e a fé.

Marx já estabelecera que “a religião é o ópio do povo” e Lenin, em 1905, afirmou: “O nosso programa comunista inclui a propaganda do ateísmo”, e, em uma carta a Gorki foi mais incisivo: “Deus é o inimigo pessoal da sociedade comunista”.

Como as gerações adultas já tem uma fé consolidada, o comunismo avança sobre as crianças. O Bezbojnik, jornal comunista, assim se manifestou em 1934: “a educação comunista das crianças requer explicitamente a educação antirreligiosa”. Lilina Sinoviev, uma das precursoras do ensino soviético, disse: “devemos fazer da geração jovem uma geração de comunistas. As crianças, como cera, são muito maleáveis e devem ser moldadas como bons comunistas. Devemos resgatar os infantes da influência nociva da vida familiar. Devemos racionalizá-los. Desde os primeiros dias de sua existência, os pequenos devem ser postos sob a ascendência de escolas comunistas para aprenderem o ABC do comunismo… Obrigar as mães a entregar seus filhos ao Estado Soviético – eis nossa tarefa.”

Sabemos que, por uma graça do céu, o comunismo da União Soviética caiu em 1989. Mas nos enganaríamos se achássemos que está morto ou que se restringe à distante China. A ideia comunista e socialista (uma visão mais moderada, mas com o mesmo objetivo, a revolução ateia), continua viva e atuante. O Brasil, que quase foi tomado pelos comunistas, sendo salvo pelos militares, ainda corre sério risco de se tornar uma nova Venezuela. Partidos de esquerda como o PT e outros lutam por isso. Precisamos dobrar muito nossos joelhas e clamar ajuda à Mãe de Deus.

Pe. Silvio Roberto, MIC

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