MISSA NEGRA, ATENTADOS: A REJEIÇÃO A DEUS EM NOSSA SOCIEDADE E SUAS CONSEQUÊNCIAS

fora DeusTenho dito que é preciso entender sob o olhar da fé os ataques terroristas perpetrados na França e também em outros países. Leituras sociológicas e históricas podem ajudar, mas não são suficientes. Nós cristãos precisamos ter olhar espiritual, caso contrário ficaremos na superfície dos fatos, e nos enganamos. O que acontece na França, nos Estados Unidos e em outros países é uma confirmação de fatos bíblicos.

A verdade é que a França, ” filha mais velha da Igreja”, torna-se cada vez mais um país pagão. O paganismo é caracterizado não somente pelo desconhecimento de Deus – o Deus verdadeiro que se encarnou em Jesus Cristo para nos salvar – mas também pela rejeição do mesmo. O paganismo francês é o paganismo que remonta ao iluminismo da revolução francesa: luta-se pela rejeição de Deus por que  Ele seria um mal para o homem e a sociedade. Este Deus deve ser extirpado do nosso meio e, junto com Ele, a Igreja que traz a Sua palavra e a Sua vida divina a nós.

A França não está sozinha. O paganismo revestido de secularismo e laicismo tem penetrado e praticamente todos os países do Ocidente, em menor ou maior grau. Em nossos dias, a rejeição a Deus chega ao absurdo da blasfêmia pública. Se já não bastasse vermos feministas fazendo performances pornográficas com o crucifixo e as imagens sacras, também pichando e destruindo igrejas, assistimos agora a “celebração” de missas negras por autodenominados adoradores de Santanás, como aconteceu neste dia 15 de agosto, nos EUA. Tudo contando com o apoio das autoridades públicas.

Consequências

O que acontece quando rejeitamos Deus? Há consequências? O antigo testamento traz-nos uma clara resposta em diversos de seus textos: somos castigados. Na verdade, ainda que a linguagem de então dê a impressão que diretamente Deus nos castiga, a melhor compreensão é que Ele retira a sua mão protetora, como se dissesse: “já que não me querem, eu respeito sua condição de criaturas com livre arbítrio e me retiro.” E qual a consequência deste retirar-se de Deus? São inúmeras: a primeira delas é a frieza do coração, caracterizada pela falta de caridade que, por sua vez, gera a indiferença para com o próximo. Alguns verões atrás dezenas de idosos morreram nos seus apartamentos em Paris por não suportar o calor e por não terem ninguém que deles cuidasse. O Papa Francisco tem alertado para esta sociedade da cultura da indiferença na qual vivemos.

Uma outra consequência da retirada de Deus ou melhor, da sua expulsão, é que não contamos mais com a sua proteção. Deus retira a Sua mão, que é o nosso escudo. Assim, a sociedade que se corrompe por dentro pela falta de caridade, também é consumida por fora pois não consegue contar mais com a proteção de Deus. É uma presa fácil para os seus inimigos. Ela não pode mais dizer “a nossa proteção está no nome do Senhor que fez o céu e a terra!” (Salmo 123,8).

Há ainda o fato que uma sociedade que expulsa Deus passa a produzir líderes perversos, sem temor a Deus e respeito ao ser humano. A Alemanha, país onde pululava o ocultismo e alguns de de seus “sábios” filósofos (Marx, Nietzsche, Feuerbach) decretaram a morte de Deus. acabou por produzir Hitler, que bebia do ocultismo e lia Nietzsche. Os Estados Unidos estão para eleger a abortista Hillary Clinton como sua Presidente, ela que estudou Saul Alisnky, que por sua vez dedicou seu livro Rules for Radicals para Satanás.

Mas não é o Antigo Testamento que mais nos esclarece o momento da França e de todo o Ocidente. É o próprio Novo Testamento, ou melhor, Jesus mesmo. Em seu tempo, Jesus claramente expressou que a falta de conversão para Deus seria a ruína do seu povo, que teria sua capital e seu templo destruídos, bem como a morte de seus cidadãos. Profecias com total cumprimento.

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que são enviados, quantas vezes eu quis reunir os teus filhos como a galinha reúne a ninhada debaixo das suas asas e não quisestes! Eis que vossa morada ficará deserta.” (Mt 23,37s)

“Nessa mesma ocasião algumas pessoas vieram lhe trazer a notícia dos galileus, cujo sangue Pilatos tinha misturado com o dos seus sacrifícios. Ele lhes  disse em resposta: “Julgais que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros galileus porque incorreram em tal sorte? Eu vos garanto que não. Mas, se não vos converterdes, morrereis todos do mesmo modo. Ou então pensais que aquelas dezoito pessoas que morreram no desabamento da torre de Siloé eram mais culpadas do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu vos garanto que não. Mas se não vos converterdes, morrereis todos do mesmo modo”. (Lc 13,1-5)

A insensatez que percorre parte de nossa sociedade ocidental é terrível e deixa uma profunda dor no Coração de Nosso Senhor, que vê o triste caminho de sofrimento que nos ameaça. E é uma insensatez culpável. Este grito de fora Deus não provém inicialmente das massas, mas de uma minoria “iluminada” que detém a hegemonia da produção cultural, controla a mídia e assumiu assentos universitários. Mas aos poucos seu prepotente desejo vai sendo compartilhado pela massa, quer pelo comodismo culpável de muitos, aceitando tacitamente a blasfêmia, quer pelo desejo compartilhado de outros tantos em querer se livrar de uma Verdade opressora para consciências laxas.

E assim, a nossa sociedade Ocidental cambaleante vem sendo uma profecia bíblica que se cumpre. Claro que Deus não retirou totalmente a sua mão, pois, como Pai Misericordioso que Ele é, ele quer a nossa salvação. Há também o fato que ainda temos joelhos que se dobram, O proclamam como Senhor e clamam pela sua misericórdia. Estas pessoas, auxiliadas pela intercessão da igreja celeste (Santa Joana D’arc, São Vicente de Paulo, Santa Terezinha do Menino Jesus… para citar alguns franceses) alcançam muita misericórdia de Deus. Mas até quando? A França, e outros países cristãos, ainda tem tempo de se voltarem ao Senhor e serem salvos. Espera-se, para o bem da geração que está chegando, que sejam sábios e o façam o quanto antes. Pois a ordem dos bárbaros está às portas dos seus muros, como estiveram às portas do Império Romano no passado, e o derrubaram…

Pe. Silvio Roberto, MIC

2 ideias sobre “MISSA NEGRA, ATENTADOS: A REJEIÇÃO A DEUS EM NOSSA SOCIEDADE E SUAS CONSEQUÊNCIAS

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