Quem deveria salvar vidas quer matar: a resolução do Conselho Federal de Medicina

O texto que segue é de 2013, mas é publicado pelo fato da Folha de São Paulo ter “requentado” a matéria sobre esta decisão do Conselho Federal de Medicina, numa clara ação que a mídia deste país vem fazendo, com o intuito de forçar a liberalização do aborto.

A sociedade brasileira ficou chocada no mês de março/2013, ou pelo menos parte dela, uma vez que muitos já não se deixam mais sensibilizar com as ações da cultura de morte. Naquele mês o CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM) em seu primeiro (!) Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina emitiu um parecer – não unânime! – de apoio ao aborto no Brasil, até o terceiro mês de vida da criança no ventre materno.

A defesa em si do aborto já é motivo de surpresa, vinda de qualquer órgão ou sociedade de classe, mas o fato de médicos estarem defendendo o assassinato de inocentes é algo que violenta o nosso bom senso, afinal é natural associar médico e o ato de defender a vida. É conhecido ainda o tal juramento de Hipócrates de defesa da vida realizado pelos médicos. Geralmente olhamos para os nosso médicos com respeito e até certa veneração, por vermos neles o exemplo de pessoas que se doam por uma causa tão nobre que é salvar vidas.

Assombra-nos também a hipocrisia na nota justificativa que o dito Conselho emitiu: eles dizem que de forma alguma essa posição causará “a chamada descriminalização do aborto”, mas que “o crime de aborto continuará a existir, apenas serão criadas outras causas excludentes de ilicitude.” Não obstante isso, ainda usam do velho e falso argumento da mortalidade materna em abortos mal realizados. Sabemos que este argumento é baseado na manipulação de estatísticas, pois não existem as milhões de mulheres mortas no ato de abortar (nem as milhares e nem mesmo as centenas!).

O CFM foi capaz, em um único ato, de negar seu princípio maior (a defesa da vida) e mentir hipocritamente aos seus membros e à sociedade como um todo.

Será que alguma voz na fatídica votação se ergueu para lembrar que a criança no ventre materno é um ser humano que também tem o direito básico e fundamental de viver? Esperamos dos médicos justamente a defesa do fraco… Cremos que houve mais que uma voz neste sentido, pois a decisão não foi unânime, mas não foi o suficiente.

Não há dúvidas que este posicionamento tem um caráter político/ideológico. O próprio CFM faz relação entre a sua decisão e o PROJETO DO NOVO CÓDIGO PENAL que, se aprovado como está, colocará a vida do animal acima da vida humana[1]. Sabemos que as forças liberais/pagãs e comunistas do país estão trabalhando para a implantação de uma sociedade segundo a sua vontade e o Novo Código é peça chave neste plano. Esse setor da sociedade não engole que a presidente Dilma teve que voltar atrás de sua posição pró-aborto na última campanha eleitoral.

Sabemos também que a liberação do aborto até os 3 meses de gestação é mais um passo no objetivo final almejado da liberação total do aborto. Embora a ONU venha exercendo uma forte pressão neste intuito, com o apoio irrestrito desde o governo Lula, principalmente, tal meta não foi conseguida no Congresso, passando a ser buscada por caminhos alternativos (escondida em Projetos de leis, Normas Técnicas, decisões do STF, etc).

 

O que estamos presenciando em nossa sociedade é a total inversão de valores, como profetizou Isaías: “Ai dos que chamam o mal de bem e o bem de mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que mudam o amargor em doçura, e a doçura em amargor!” (Is 5,20).

Diante da seriedade do momento, não podemos nos calar. De modo especial você médico temente a Deus: escreva ao seu Conselho Estadual, diga que você não assume este comprometimento e, acima de tudo, defenda sempre a vida em seu consultório. Sabemos que a maioria dos médicos leva a sério o seu juramento de defesa da vida e são destes médicos que o povo brasileiro precisa.

Que São Lucas, padroeiro dos médicos, interceda pelos médicos do nosso país!

 



 

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